Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2004

Carlos Lombardi

Este é o nome do autor cujas unicas telenovelas consigo ver! Pk estou um pouco em baixo, os unicos dois caminhos que procuro hoje em dia, são: os braços e os lábios da minha namorada e a longa eterna espera até Às 21h (altura do Quatro por Quatro na GNT) e as 23h (altura do Kubanacan).


Partilho convosco uma reportagem que encontrei sobre estre grande autor de telenovelas por Eduardo Caetano:


Quatro por Quatro não teve fim


Bombardeado pela crítica por explorar a sensualidade e descamisar os seus protagonistas, o autor de novelas Carlos Lombardi se faz de surdo e continua apostando nos corpos ardentes e do humor elétrico de Kubanacan. Muitos telespectadores e a crítica atiram pedras no escritor, mas os índices de audiência provam o contrário. Ninguém faz rir como Lombardi. Antonio Calmon, autor de O beijo do Vampiro (2002), até chega perto, mas é Lombardi quem garante o horário das sete. Pupilo de Sílvio de Abreu e Cassiano Gabus Mendes, tem como sua maior obra a novela Quatro por Quatro (1994).
Tudo o que veio antes foi tentativa. O que veio depois, continuidade. Mas ele não enganou ninguém. A última cena da novela não teve o tradicional FIM. Nela, as quatro protagonistas terminam a trama da mesma forma que começaram, dando uma idéia de continuidade. Foi cogitado que seria produzida a segunda parte da novela. O que não aconteceu, oficialmente.
A história do escritor se divide entre antes e depois de Quatro por Quatro. Em 1982, colaborou com Sílvio de Abreu na comédia Guerra dos Sexos. Em seguida, veio Vereda Tropical (1984) e Bebê a Bordo (1988).
Nesta história, Françoise Fourton faz um papel secundário e desde então se tornou a principal coadjuvante do autor, marcando presença em todas suas produções. Como toda trama lombardiana, o humor versátil imperava. Em 1992, foi a vez de Perigosas Peruas, escrita em parceria com Cassiano Gabus Mendes. Desta vez, quem entram na lista de prediletos são Mário Gomes e Nair Belo, que curiosamente não participou de seu maior sucesso.
Com Quatro por Quatro ele encontra a fórmula. Conta a história de Abigail (Bety Lago), Auxiliadora (Elizabeth Savala), Tatiana (Cristiana Oliveira) e Babalu (Letícia Spiller), mulheres completamente diferentes que são passadas para trás por seus parceiros. Elas se conhecem numa batida no trânsito e são presas. Decidem unir forças e juram vingança aos companheiros.
Terminam a história como no início, na cadeia jurando vingança. Bety Lago também ingressa no elenco lombardiano para sempre. Porém, foi a dupla de protagonistas masculinos, doutor Bruno (Humberto Martins) e o mecânico Raí (Marcelo Novaes), que serviu como base para as produções futuras.
A dupla masculina, com as mesmas personalidades, foi usada em todos os seus textos pós- Quatro por Quatro. Bruno gosta de futebol, gosta de andar sem camisa, é bom pai, inteligente, habilidoso. Sempre se envolve em encrencas, mas escapa de todas. Raí é mulherengo, atrapalhado, também adora andar sem camisa, não sabe falar direito e faz as maiores loucuras por Babalu.
Em Vira-Lata (1996) foi repetida a dobradinha. Eram os irmãos Lênin (Humberto Martins) e Fidel (Marcelo Novaes). Fidel tinha a personalidade de Bruno e Lênin, a de Raí. A novela não teve muito sucesso, mas o romance entre Fidel e Renata (Carolina Dieckman), que tinha como tema a música How Deep is Your Love? mereceu destaque. Um ano depois o autor assume o comando de Malhação e faz de Dado (Cláudio Heinrich) uma espécie de doutor Bruno mais jovem. Fugindo, lógico!
Uga-Uga (2000) foi um grande sucesso. A dupla da vez foi os irmãos Baldoch (Humberto Martins), uma reencarnação de doutor Bruno, e Van Dame (Marcos Pasquim), a terceira edição de Raí. Pasquim e Daniele Winits entram na lista dos prediletos. Nesta novela, Marcelo Novaes interpretou Beterraba, mas não teve o mesmo peso de Raí. Não continuou nas tramas lombardianas.
Depois foi a vez da minissérie ("mini" é bondade minha) O Quinto dos Infernos (2002), a história da independência do Brasil contada de forma muito bem humorada. Por lá desfilaram todos os seus prediletos.
Pasquim e Humberto repetem a dobradinha de Uga-Uga, sendo Pasquim um Dom Pedro I a lá Raí e Humberto a quarta reencarnação de doutor Bruno, como Chalaça. No mesmo ano, o autor colaborou por um período com Coração de Estudante, de Emanoel Jacobina. Lá fez do personagem Nélio (Vladimir Brichta) a versão caipira de Raí. Agora, com Kubanacan, Lombardi cria um país tropical perdido na América Central. A história se passa nos anos 50 do século XX, mas lá desfilam os seus prediletos, exalando sensualidade e usando pouca roupa, num corre-corre danado. A dupla da vez é o desmemoriado Esteban (Marcos Pasquim) e Enrico (Vladimir Brichta). Só para facilitar, Esteban é Bruno e Enrico é Raí. Embora Humberto Martins seja o protagonista, ele saiu do esquema lombardiano. E também da novela. Dia desses, após cinco meses fora do ar, voltou da forma mais descabida possível.
O único perigo de suas tramas é que, com esse corre-corre que são suas novelas, alguns personagens simplesmente desaparecem, sem dar explicação alguma. Mas, apesar de Quatro por Quatro ter sido elevada a potência diversas vezes, vale a pena correr, chorar nas relações pai e filho e rir muito com Lombardi. Ninguém faz piadas tão instantâneas e boas durante meses de novela como ele. Quando aos descamisados? Faz parte do seu show.

publicado por Ricardo Fernandes às 23:29
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2 comentários:
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2004 às 10:51
AAAAAAHHHHH NAO ESTOU SOZINHO NESTA LUTAAAA. caganda novela. BABALÚ AO PODER!!! \m/ lol.ateh logo pah. [][]sandman
(http://dreamland.blogs.sapo.pt)
(mailto:metalsand@hotmail.com)
De Anónimo a 23 de Janeiro de 2004 às 21:05
Carlos lombardi????? E porque não Bruna Lombardi? Isso sim! Beijos e AbraçosZé
</a>
(mailto:ZéMn@netcabo.pt)

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